Fala do Presidente  
 
 
 
100 ANOS DO VÔO DO 14 BIS!
 
     
 
Ano em que todo mundo, em todos os continentes vai lembrar, pensar, comemorar e sonhar com o passado, revivendo a imortal conquista de nosso Sandumonense mais ilustre.
Nós que somos os anfitriões desta festa deveríamos estar eufóricos e de bem com a vida, entretanto um sentimento estranho paira no ar...
È só percorrer as ruas da cidade e olhar nos olhos de nossa gente para entender o porquê do clima não ser de festa.
Esperava-se ruas limpas, menos filas, melhor atendimento na saúde, buracos tapados; serviços aliás rotineiros, básicos mesmo e que entretanto, deixam a desejar porque nossos bairros não são atendidos.
Ah! Me esqueci dos mendigos, da gente de rua que ainda não encontrou um abrigo...
Recursos não faltam. Nossa cidade nunca viu tanto dinheiro!
Talvez falte vontade vontade de romper o marasmo da administração pública ou, quem sabe, a humildade de saber ouvir, receber,criar canais, interagir, conversar, reconhecer o valor das opiniões. Talvez esteja faltando o exercício, a vivência da democracia.
Estamos juntos nesta tarefa, vamos contribuir. Mas para onde o cidadão vai encaminhar suas idéias, vai expor seus pensamentos, se o governo municipal não deseja esta contribuição?
Hostiliza os poderes constituídos, quando deveria com estes harmonizar-se.
A administração é publica e publicidade é um direito legitimo do povo.
Quando o governo não publica seus atos comete, ainda que involuntariamente, uma espécie de corrupção. Ainda esperamos pela tão falada transparência.
O governo municipal é credor de vários acertos na condução da política pública, mas com ações isoladas, pontuais, que não contemplam um bom governo.
A festa é nossa, Santos Dumont é mundial, é global!!
E para um evento deste porte não podemos contar com soluções improvisadas e de ultima hora.
Estamos no foco da mídia, no centro das atenções, mas a ineficiência das ações pode nos tirar a única chance que a historia, novamente alicerçada por Alberto Santos Dumont,nos deu.
Por enquanto, ainda não há o que comemorar.