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Ano em que todo mundo, em todos os continentes vai
lembrar, pensar, comemorar e sonhar com o passado,
revivendo a imortal conquista de nosso Sandumonense
mais ilustre.
Nós que somos os anfitriões desta festa
deveríamos estar eufóricos e de bem
com a vida, entretanto um sentimento estranho paira
no ar...
È só percorrer as ruas da cidade e olhar
nos olhos de nossa gente para entender o porquê
do clima não ser de festa.
Esperava-se ruas limpas, menos filas, melhor atendimento
na saúde, buracos tapados; serviços
aliás rotineiros, básicos mesmo e que
entretanto, deixam a desejar porque nossos bairros
não são atendidos.
Ah! Me esqueci dos mendigos, da gente de rua que ainda
não encontrou um abrigo...
Recursos não faltam. Nossa cidade nunca viu
tanto dinheiro!
Talvez falte vontade vontade de romper o marasmo da
administração pública ou, quem
sabe, a humildade de saber ouvir, receber,criar canais,
interagir, conversar, reconhecer o valor das opiniões.
Talvez esteja faltando o exercício, a vivência
da democracia.
Estamos juntos nesta tarefa, vamos contribuir. Mas
para onde o cidadão vai encaminhar suas idéias,
vai expor seus pensamentos, se o governo municipal
não deseja esta contribuição?
Hostiliza os poderes constituídos, quando deveria
com estes harmonizar-se.
A administração é publica e publicidade
é um direito legitimo do povo.
Quando o governo não publica seus atos comete,
ainda que involuntariamente, uma espécie de
corrupção. Ainda esperamos pela tão
falada transparência.
O governo municipal é credor de vários
acertos na condução da política
pública, mas com ações isoladas,
pontuais, que não contemplam um bom governo.
A festa é nossa, Santos Dumont é mundial,
é global!!
E para um evento deste porte não podemos contar
com soluções improvisadas e de ultima
hora.
Estamos no foco da mídia, no centro das atenções,
mas a ineficiência das ações pode
nos tirar a única chance que a historia, novamente
alicerçada por Alberto Santos Dumont,nos deu.
Por enquanto, ainda não há o que comemorar. |
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